Dos vários casos graves que ocorrem
diariamente em Barcarena, selecionei um para compartilhar com vocês:
No dia 05/07/2026, às 9h15, faltou
energia em Vila dos Cabanos. Às 11h56, o consumidor ligou para a Equatorial
Pará para reclamar da interrupção, saber o motivo e a previsão de retorno. A
atendente, de prenome Evelyn, informou ao consumidor que não poderia atendê-lo
pelo fato de a energia de sua unidade consumidora constar como cortada desde o
dia 29/06/2026.
O consumidor contestou a informação,
pois o fornecimento estava ativo e ele havia recebido um reaviso de débito em
19/06/2026, o qual concedia o prazo de 15 dias para a quitação. Às 14h30 do
mesmo dia, a energia retornou.
Posteriormente, no dia 15/07/2026, uma
equipe da Equatorial compareceu ao imóvel às 18h e efetuou o corte com base na
fatura do mês de maio de 2026, sem que o consumidor tivesse recebido qualquer
reaviso prévio referente a essa conta.
O consumidor efetuou o pagamento e a
energia foi religada. Ato contínuo, ele entrou em contato com a concessionária,
que afirmou que o serviço constava como cortado desde o dia 25/06/2026 — uma
informação totalmente divergente daquela repassada no dia 05/07/2026.
Além disso, foi alegado que a energia já havia sido cortada nos dias 25/06/2026, 05/07/2026, 13/07/2026 e 15/07/2026, acusando o usuário de realizar autorreligação clandestina e aplicando multas por essa prática. Quando o consumidor contestou a informação de que a anergia não havia sido cortada a atendente disse que os cortes foram feitos de forma remota. Detalhe: os cortes no local não são remotos, são físicos, o sistema ainda é o antigo...
Outra situação gravíssima é o precário
atendimento na agência de Vila dos Cabanos. A unidade conta com poucos
atendentes e enfrenta filas enormes diariamente. Há relatos de prioridade
constante a imobiliárias, que ocupam os guichês por uma média de mais de duas
horas, impedindo o atendimento dos demais consumidores — dentre os quais
idosos, gestantes e pessoas com mobilidade reduzida. Ao manter agências com
número insuficiente de funcionários, a empresa transfere o ônus de sua
ineficiência operacional para o tempo e o bolso do consumidor, que se vê
obrigado a perder turnos de trabalho e enfrentar várias horas de espera.
Além disso, a prática de efetuar cortes
de energia sem a devida notificação legal e em horários abusivos configura uma
estratégia de coerção autoritária. O fornecimento de energia elétrica não é um
privilégio, mas um direito fundamental e social, diretamente atrelado ao
princípio da dignidade da pessoa humana.
Barcarena é um polo industrial
estratégico para o Estado do Pará, gerando expressiva receita tributária e
econômica, o que torna a precariedade da infraestrutura elétrica local ainda
mais injustificável. Em suma, a atuação da Equatorial Energia no município
reflete um modelo de gestão que prioriza a arrecadação em detrimento da
qualidade do serviço prestado.
Diante da reincidência dessas falhas, é
urgente uma fiscalização mais severa por parte da Agência de Regulação e
Controle de Serviços Públicos do Estado do Pará (ARCON-PA) e da própria ANEEL.
É fundamental a aplicação de multas severas que forcem a empresa a investir na
modernização da rede e no respeito ao cidadão barcarenense.
















