O serviço público, por definição,
pressupõe a primazia do interesse coletivo sobre o individual. No entanto, o
que se observa na unidade do Detran em Barcarena/PA, é um cenário que desafia
essa lógica. Muitos relatos de que a diretora do órgão inicia suas atividades
laborais após as 11 horas da manhã não são apenas uma questão de má gestão de
tempo pessoal; são uma sintonia de uma CULTURA DE PRIVILÉGIOS que gera
um efeito cascata de ineficiência e desgaste político.
Importante destacar que o atendimento dispensado
pelos colaboradores aos usuários é um atendimento que merece ser elogiado. Desde
os seguranças, que são de empresas terceirizadas, até as moças e rapazes que
atendem no balcão como, por exemplo, Rose, Cintia e os demais, que não sei os
nomes. O problema está concentrado mesmo a na direção do órgão...
O cargo de diretor do DETRAN, fruto de
uma indicação direta de políticos locais levanta um questionamento inevitável:
a função pública é um compromisso com o contribuinte ou um prêmio de gratidão
política? Quando a conveniência pessoal de um gestor se sobrepõe à necessidade
de quem paga o seu salário, o recado enviado é de que a influência partidária
serve como um escudo contra o profissionalismo.
O DETRAN é um órgão vital para a
segurança e regularização da vida dos motoristas. Exigir pontualidade do
cidadão e, ao mesmo tempo, oferecer uma gestão que começa o expediente faltando
pouco mais de uma hora para o encerramento é, no mínimo, uma contradição ética.
Por outro lado, caso o cidadão comum esqueça algum documento ou chegue com
atraso de 2 minutos, não será atendido.
Os responsáveis pela indicação da
diretora do DETRAN em Barcarena, dada suas longas trajetórias políticas, seja
nos poderes Legislativo ou no Executivo, deveriam saber que o prestígio de suas
indicações depende da competência e da presença de quem eles colocam no poder.
Barcarena não precisa de diretores
celebridades, que escolhem quando trabalhar. Precisa de liderança que sinta o
peso da responsabilidade e que chegue antes de quem precisa de atendimento, e
não depois que a fila já dobrou o quarteirão. O serviço público não é herança,
é dever e o dever, pelo que se vê, ESTÁ CHEGANDO COM MUITO ATRASO.
Em suma: quando uma indicação política
se torna sinônimo de privilégio, ela deixa de ser um braço do governo para se
transformar um calcanhar de Aquiles. Os eleitores mudaram, aprenderam a
observar quem os representa e estão cada vez mais atentos à qualidade dos
serviços, tendem a cobrar a fatura diretamente de quem assinou a indicação.
Se o DETRAN em Barcarena
continuar operando no “FUSO HORÁRIO PRÓPRIO” de sua diretora o custo político
para os seus padrinhos, ou seja, para aqueles que a indicaram para o
cargo poderá ser mais alto do que o valor de qualquer TAXA DE LICENCIAMENTO.

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